Para a sua maior satisfação,
faça compras no Mercado do Bolhão

Essa singela frase está espalhada por várias barracas do Bolhão, mercado público municipal da cidade do Porto, em Portugal. É um esforço de marketing espontâneo dos feirantes, que lutam para manter a tradição do local e, claro, a freguesia.

O Mercado do Bolhão existe desde 1839 e o prédio atual, uma construção neoclássica estilosa, desde 1914. Houveram tentativas de remover o mercado do local, que fica em pleno centro comercial da cidade, vizinho a lojas de grife e perto de shoppings. A fúria dos feirantes só foi aplacada quando houve o tombamento. Isso evidentemente não resolveu os problemas estruturais do mercado, que está deteriorado, mas não perdeu a sua peculiaridade. Vale a visita. E rendeu mais um ensaio fotográfico numa feira para a minha coleção. Segue abaixo uma pequena seleção das imagens.


Frutas Frescas. Por favor, não duvide da palavra da vendedora



Salsicharia Cachopa. A pátria dos embutidos



Pimenta para os seus olhos



Show-room do Horto das Enxurreiras. Organização: Aníbal Cerqueira



Para quem sofre tentando pegar azeitona no vidro, o Bolhão é a solução



Plástico-bolhão. Fazendo as mulheres portuguesas mais calmas desde 1839



Vendedora de braço cruzado e nenhuma fila. O pão está frio, com certeza



Só fica bonito assim se você levar tudo pra casa



Local reservado para as pombas e piriquitas



O melhor amigo do vendedor de bacalhau






7 COMENTE AQUI:

felipe fidelis disse...

Negão, a gente foi nesse mercado ano passado...lembrei imediatamente que vi as fotos...os pombos, o banheiro escuro, o ambiente úmido, cheio de velhinhas vendendo...massa... e realmente é pertinho da rua da Santa Catarina, centrão...o massa de conhecer o Porto, foi descobrir que nosso Dom Pedro I, lá em Portugália, é Dom Pedro IV!!!!

além do que eu também sou pirado com feiras de rua e mercados...reminiscências de infância!!
abraço,

Felipe Fidelis

Eris Oliveira disse...

Muito boas fotos. Parabéns!

Apolinário Júnior disse...

Meu primeiro texto sumiu... tentando novamente!rs:

Léo, seu trabalho é repleto de elegância e sutilezas, já estava na hora de nos brindar com coisas tão especiais... as fotos estão perfeitas (a das flores, então...), parabéns!

Um abraço,
Jr.

Anônimo disse...

é reduntante repetir q adoro visitar seu blog e todas as curiosidades q ele nos remete. vou me intitular sua fã.
abraço.
Adriana (ou como queira, tia Drica) rsrssrs

Luis Eduardo Vaz disse...

Leo é um mestre da linguagem visual. Usa toda a objetividade de seu saber publicitário para criar cenas carregadas de surpresas e poesia.
Assim, a comunicação é instantânea, criando envolvimento e cumplicidade com o espectador. O texto é sempre claro, suscinto e nos situa, com facilidade em cada ambiente.
Sua foto do anoitecer no Sena é épica e emblemática. Se é possível sintetizar Paris numa foto, é esta.
O ensaio de Cuba trata com bom humor o cotidiano daquela Ilha, revelando também a maldição que o bloqueio Norte-americano causou e causa em quem ousou optar por não aderir à selvageria absurda do capitalismo.
Os ensaios de músicos de rua em várias cidades da Europa incorpora uma discussão interessantíssima sobre o presente e
futuro da música e uso da prodção musical no planeta. Um tema que merece ser tratado com esta atenção e profundidade.
As imagens do Bolhão ( as flores, as frutas, o gato, as azeitonas, o cartaz escrito à mão no papelão) nos remete imediatamente à nossa alma
portuguesa. É assustador, como ainda somos portugueses, passado mais de um século da separação. Eu já havia constatado isto, quando estive pela primeira vez em Lisboa, mas o Léo conseguiu registrar este sentimento em imagens.

Surge, assim, um fotógrafo, documentarista, de enorme talento, originalidade, focado no ser humano e sua busca por amor e saber.

Márcio Canuto disse...

Mestre Léo,
Excelente luz, ótimas fotos, maravilhosos enquadramentos.
Parabéns!!!
Portugal, Praga, etc.
É isso aí: seu talento é do tamanho do mundo!
Abraçãããão
do Canutão

aquático disse...

"Plástico-bolhão. Fazendo as mulheres portuguesas mais calmas desde 1839"
hahahahah

rapaz, não adianta. eu tenho a impressão (baseada inclusive em relatos) de que os portugueses são meio tontinhos mesmo. mas nunca fui lá não. rs.

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