Dia da Criança

- O que você quer ser quando crescer?
- Eu, agora.

Crianças brincam em Porto da Rua, Alagoas

Pague quanto quiser

Artista de rua toca didgeridoo em Paris, França

A maneira de como se consome música hoje em dia, sem dúvida alguma, trouxe para perto do público muitos artistas que, sem o empurrão da indústria, estariam enclausurados em algumas garagens por aí. A Internet democratizou a produção fonográfica do passado, presente e futuro entre todos que tenham acesso à rede. O outro lado da moeda é que há o risco de não haver mais a própria moeda na relação entre artista e consumidor.

A indústria do entretenimento não sabe exatamente o que fazer para continuar lucrando, mas imagina que talvez jamais volte a faturar tanto como no passado. A figura do ídolo bilionário passará à mitologia.

Não se tem ideia de qual a modalidade de venda de música vai vingar, se por faixas individuais, como no iTunes, se por self-service de discos, a partir de pagamento de uma taxa mensal ou ainda através de experiências como o 'pague quanto quiser', inaugurada pela Radiohead com o álbum "In Rainbows". Pelo menos essa última possibilidade foi descartada pela própria banda inglesa, que nunca revelou se teve lucro ou prejuízo com a generosidade espontânea dos seus fãs.

Violinista toca sua melancolia em uma rua de Praga, República Tcheca

A verdade é que os músicos estão se convencendo que sua sobrevivência depende cada vez mais do corpo-a-corpo com o público. Saem na frente os músicos de rua, que sempre estiveram disponibilizando sua arte e emoção ao vivo, para todos. Eles ainda foram os precursores do 'Pague quanto quiser'. E fica fácil saber quando têm prejuízo. Basta ver se eles continuam ali, na mesma esquina.

O que os olhos não vêem, o acordeon toca - Praga

Jazz é saber improvisar. Até na escolha do palco - Praga

Didgeridoo. Hit também em Praga.

Bandeonistas da Orquestra El Afronte, em San Telmo - Buenos Aires


Soulman. Amsterdam, Holanda.

Apagão dos fumantes

Com essa onda de proibição, em breve o hábito do cigarro vai ser apenas uma lembrança esfumaçada na memória dos mais velhos. Eu, como legítimo asmático, não sentirei saudades.



Baforadas estilo vintage - Viena, Áustria, 2007.

Cada um no seu quadrado

As feiras livres no interior de Alagoas são uma tradição. Toda cidade que se preze tem a sua. Cidades vizinhas têm suas feiras em um dia diferente da semana, assim os feirantes podem se perpetuar como mascates, vendendo de tudo, cada dia em um lugar também diferente.

Mão-de-vaca: pode ser o freguês, o vendedor ou o produto

A maior feira do estado é em Arapiraca, município que fica bem no centro de Alagoas. Toda segunda-feira esse mercado ao ar livre espalha seus tentáculos pela cidade. Espalhava, melhor dizer. A prefeitura resolveu por um pouco de ordem no caos comercial. Criou-se um mercado municipal, com barracas fixas que lá permanecem toda a semana. Para as tendas intinerantes, cada qual o seu quadrado, delimitado nas ruas onde ainda se permite o festival mercante.

Barraca fixa de carnes no mercado municipal

Representantes da terceira idade ainda lutam pelos prazeres da carne

Na feira de Arapiraca pode se encontrar virtualmente de tudo, mas só quem é profissional no negócio sabe onde se esconde exatamente o que você está procurando.

Vende-se a agulha e o palheiro

A simpatia não está inclusa no preço, é grátis

Ter que saber vender o peixe é redundância pra algumas pessoas

Muita coisa já era moda na feira de Arapiraca antes de chegar em NY

Chovem oportunidades para quem está atento ao clima do mercado

Dando um trato na mercadoria

Tá na mão.