Pague quanto quiser

Artista de rua toca didgeridoo em Paris, França

A maneira como se consome música hoje em dia, sem dúvida alguma, trouxe para perto do público muitos artistas que, sem o empurrão da indústria, estariam enclausurados em algumas garagens por aí. A Internet democratizou a produção fonográfica do passado, presente e futuro entre todos que tenham acesso à rede. O outro lado da moeda é que há o risco de não haver mais a própria moeda na relação entre artista e consumidor.

A indústria do entretenimento não sabe exatamente o que fazer para continuar lucrando, mas imagina que talvez jamais volte a faturar tanto como no passado. A figura do ídolo bilionário passará à mitologia.

Não se tem ideia de qual a modalidade de venda de música vai vingar, se por faixas individuais, como no iTunes, se por self-service de discos, a partir de pagamento de uma taxa mensal ou ainda através de experiências como o 'pague quanto quiser', inaugurada pela Radiohead com o álbum "In Rainbows". Pelo menos essa última possibilidade foi descartada pela própria banda inglesa, que nunca revelou se teve lucro ou prejuízo com a generosidade espontânea dos seus fãs.

Violinista toca sua melancolia em uma rua de Praga, República Tcheca

A verdade é que os músicos estão se convencendo que sua sobrevivência depende cada vez mais do corpo-a-corpo com o público. Saem na frente os músicos de rua, que sempre estiveram disponibilizando sua arte e emoção ao vivo, para todos. Eles ainda foram os precursores do 'Pague quanto quiser'. E fica fácil saber quando têm prejuízo. Basta ver se eles continuam ali, na mesma esquina.

O que os olhos não vêem, o acordeon toca - Praga

Jazz é saber improvisar. Até na escolha do palco - Praga

Didgeridoo. Hit também em Praga.

Bandeonistas da Orquestra El Afronte, em San Telmo - Buenos Aires


Soulman. Amsterdam, Holanda.

7 COMENTE AQUI:

Adriana Lima disse...

Admiro seu trabalho.
Sempre uma novidade atraente.
Nâo que tenha faltado, mas me lembrou o ceguinho do Centro de Maceió. Lembra dele, Leo?
Cantava horrivelmente horrível, mas ficava na encruzilhada do bar do chopp com a Igreja do Livramento há anos. Era criança e ele já tava ali desafinando e tocando o pandeirinho dele. Dizem que sustentou 2 mulheres, isso quer dizer que o negócio era bom.
...
Mais uma vez maravilhada com as fotos e com o texto que as acompanha! Gosto da essência deles.
Abraços idem.

Sílvia Cunha disse...

Demais, Léo


Adorei!

José Hayun disse...

Fala, Leo !!!!!!

Muito legal !!!!!!
Aproveitei e repassei para vários amigos.

Voce deveria dar um olhada no blog "um sábado qualquer".
Muito boas as tiras do camarada.

contatos imediatos disse...

Fotos lindíssimas.
Bom gosto ímpar.
Talento especial...

Parece que voltou com a corda toda, hein!
Melhor pra nós!
Apolinário Jr.

Bárbara disse...

Encantador. Não sei que outro adjetivo atribuir às suas fotografias. Se escrever poesia já é difícil, imagine encontrá-la em cenas cotidianas (pelo menos em Praga)!

Aposto que muitas pessoas viram essas mesmas cenas que você fotografou, mas quantas foram capazes de capturar a beleza do momento como você?

Um cheiro

Anônimo disse...

Incrível!
Um dia quero ouvir as histórias por trás dessas fotos!
Parabéns, menino!

Márcia

Carlos Maurer disse...

How have you been?
Love the blogs. Keep them coming.
Your pics are great, you truly have a talent for photography.
I was thinking of maybe coming down in december. Is that a good time to visit with everyone´s schedule?

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